A Prefeitura de Castanhal, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, realizou no dia 12, uma ação de compra e entrega de produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na Comunidade Quilombola de Macapazinho, reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo.
Além da importância para a agricultura familiar, a iniciativa reforça as políticas de segurança alimentar e a valorização das comunidades quilombolas do município. Macapazinho também se destaca por sua relevância cultural onde o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, realizado na comunidade, foi reconhecido em 2025 como Patrimônio Cultural e Imaterial de Castanhal.
Para 2026, foram destinados R$ 300 mil da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER) ao PAA em Castanhal: R$ 200 mil para agricultores tradicionais e R$ 100 mil especificamente para agricultores quilombolas. A implantação da modalidade quilombola já estava prevista no Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, com a atuação conjunta das secretarias municipais de Assistência Social e Agricultura.
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Carmem Quadros, o PAA Quilombola começou a funcionar este ano a partir da articulação entre a Prefeitura e o Governo do Estado, com o cadastramento dos produtores. Atualmente, nove agricultores das três comunidades quilombolas de Castanhal — Macapazinho, São Pedro e Navegantes — são atendidos pelo programa.
“O diferencial do programa voltado aos quilombolas é que ele permite a entrega de outros produtos que o outro PAA não contempla, como frango, ovos, açaí e massa de macaxeira beneficiada. Então, essa modalidade enriquece ainda mais o processo de entrega às famílias que são acompanhadas por meio do CRAS. Nessa última entrega, nós beneficiamos mais de 60 famílias na comunidade de Macapazinho e mais de 20 nas comunidades de São Pedro e Navegantes”, explicou a secretária.
Carmem Quadros também destacou a atuação integrada da Prefeitura e o envolvimento crescente das comunidades na iniciativa. “A gente percebe o envolvimento das pessoas da comunidade, das famílias, e também é um incentivo, principalmente, para que os produtores ampliem a sua produção e entendam que esse processo de segurança alimentar e nutricional é importante e conta com a participação de todos na comunidade”, finalizou.



