A Prefeitura de Castanhal, por meio da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (Semutran), enfrenta uma situação preocupante devido ao aumento expressivo no furto de cabos dos semáforos em diversos pontos da cidade. O problema, que se intensificou nas últimas semanas, tem causado prejuízos ao poder público e elevado o risco de acidentes, comprometendo a segurança de condutores, ciclistas e pedestres.
De acordo com levantamento do coordenador de Engenharia de Tráfego da Semutran, Marlos Wesley, esse tipo de crime sempre ocorreu, mas em menor escala, com um ou dois casos por mês. No entanto, desde o início de março deste ano, os registros aumentaram de forma significativa, superando todas as previsões. Entre os pontos mais afetados estão os cruzamentos da Pedro Porpino com Lauro Sodré, que já teve cabos furtados cinco vezes, além de locais como Maximino com Senador Lemos, Barão com Maximino e trechos da BR-316.
Duas empresas atuam na manutenção e reparos em Castanhal
A empresa responsável pela manutenção dos semáforos em Castanhal informou que a reserva técnica de cabos, estimada em 350 metros, foi rapidamente esgotada, já que o volume furtado ultrapassou cinco vezes essa quantidade. Além da reposição dos fios, outro problema recorrente são os danos causados durante o furto, como curtos-circuitos que atingem a placa controladora dos equipamentos. O custo médio para reparo de cada semáforo gira em torno de R$ 5 mil, podendo variar conforme a gravidade dos danos.
Atualmente, Castanhal conta com duas empresas que atuam na manutenção semafórica da cidade. Para os semáforos mais antigos, pouco mais de 50, há uma empresa contratada por meio de licitação junto à Semutran, responsável pela manutenção desses equipamentos.
A outra empresa, sediada em Belém, é responsável pelos semáforos mais modernos, como os que ficam na BR-316 e em outros pontos, totalizando 22 equipamentos. Essa empresa está diretamente vinculada ao Detran.
A empresa responsável pelos semáforos antigos tem sede em Castanhal e realiza todos os serviços, como manutenção, troca de cabos, entre outros. Em alguns casos, a equipe local chega a dar suporte nos semáforos atendidos pela empresa de Belém, como em situações de desligamento, queda de energia e outras ocorrências de menor complexidade.
Esse é um dos fatores que agravam a situação. Como a segunda empresa está situada em Belém e é responsável pela manutenção de equipamentos vinculados ao Detran em várias cidades do estado, há demora na realização dos reparos, deixando cruzamentos importantes sem sinalização por mais tempo quando os furtos ocorrem. Ainda assim, os reparos são realizados no menor tempo possível.
Apoio das forças de segurança para inibir e localizar criminosos
A secretária da Semutran, Maria dos Remédios, afirmou que o órgão tem atuado em conjunto com forças de segurança para conter os furtos e identificar os responsáveis. Segundo ela, os casos são mais frequentes em cruzamentos com a BR-316, áreas de grande fluxo e essenciais para a organização do trânsito. “Essa prática criminosa compromete o funcionamento dos semáforos, aumenta o risco de acidentes e coloca vidas em perigo. Já registramos boletins de ocorrência e seguimos em diálogo constante com a Polícia Militar e a Guarda Municipal”, destacou.
A gestora também revelou que, apenas no cruzamento da Quintino Bocaiúva com a BR-316, os cabos já foram furtados seis vezes, mesmo após sucessivos reparos. Diante disso, a Semutran reforça o pedido de apoio da população e da imprensa para ajudar a coibir a ação criminosa, incentivando denúncias que possam levar à identificação dos envolvidos. A secretaria garante que continuará trabalhando para restabelecer a normalidade no trânsito e assegurar a segurança da população.